sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Trabalho de Especialização em Gestão Escolar


SALA AMBIENTE POLÍTICA E GESTÃO NA EDUCAÇÃO

ATIVIDADE DE RECUPERAÇÃO

Texto: Princípios e mecanismos da gestão democrática e suas implicações nas ações e decisões dos gestores.
No cotidiano das escolas públicas de Quixeramobim, desafios e perspectivas têm sido palavras de ordem. A realidade de incertezas muitas vezes funciona como chave para abrirmos as portas em direção as possibilidades.
A situação precária em que se encontra o ensino público em todo pais, é fato incontestável, cujo conhecimento extrapola o limite dos meios acadêmicos, expandindo-se por toda população. Como sabemos a situação não é nova, e vem se arrastando por várias décadas, com tendência de agravamento dos vários problemas, sem que o Estado tome medidas efetivas visando a sua superação. Esse fato leva a se colocarem sérias duvidas a respeito do real interesse do Estado em dotar a população, principalmente as camadas mais carentes, de no mínimo escolaridade, que se encontra expresso na própria constituição, mas que não se encontra correspondente em termos de sua concretização.
Parece, assim, que o caso da educação escolar constitui apenas mais um dos exemplos dos descaso do poder público para com os serviços essências a que a população tem direito, como saúde, saneamento, moradia e etc.
A atual LDB (Lei 9.394/96), que define as diretrizes e bases para educação em nosso país, assegura o espaço decisório da escola quanto à gestão democrática e determina a “participação dos profissionais da educação na elaboração do projeto pedagógico da escola” e a “participação da comunidade escolar e local em conselhos escolares ou equivalentes” (Art. 14, I e II).
Nesse sentido, a gestão democrática da educação garantida por lei não se apresenta no cotidiano de muitas unidades educacionais, percebe-se que é considerável o número de equipes gestores de escolas publicas não estão despreparados para assumir o cargo.
Isso se dá muitas vezes pela forma de como é conduzido o acesso aos cargos de gestores escolares.
Em particular o Município de Quixeramobim adota o modelo de indicado político para exercer o cargo de gestor escolar. Tal postura antidemocrática tem emperrado o já lento processo de democratização da gestão pública da educação, ainda que a constituição prime pelo contrario.
Muitas vezes para mascará, esse modelo, é adotado em cada polo educacionais a criação de conselhos escolares, que no seu sentido real, constituem uma estratégia de participação representativa no processo decisório das organizações, pois tem um caráter deliberativo e é a instância máxima decisão na unidade escolar. A legitimidade desse órgão colegiado é dada pela sua própria constituição, já que nela há representação de todos os segmentos da escola.
O que na verdade ocorre de fachada sendo que as decisões finais muitas vezes são tomadas pela equipe de gestores.
Os discursos de nossas autoridades educacionais estão repletos de belas propostas que nunca chegam a se concretizar inteiramente porque, no momento de sua execução voltam à vontade políticas.
Não basta, entretanto, ter presente a necessidade de participação da população na escola, é preciso verificar em que condições essa participação pode tornar-se realidade.
Por fim, não podemos afirmar que, ao implantarmos nos país a democratização da gestão, a escola passe a ser uma instituição democrática, para tanto, faz-se necessário assimilação das agentes educacionais do que seja a construção do processo democrático da escola.

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